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Juventudes Brasileiras: Jovens, Consumo e Cidadania

Jovens, Consumo e Cidadania

Uma grande crise socio-ambiental assola hoje o nosso planeta. A busca por transparência, por políticas de responsabilidade social, por selos de certificação já não são mais suficientes. Ações de boycotts, de buycotts fazem hoje parte do cotidiano dos jovens em muitas sociedades sinalizando para a busca de consistência entre aquilo que as empresas prometem e o que realmente entregam.

  • Quais os significados destas transformações?
  • Estaremos votando com as nossas compras?
  • Como os jovens brasileiros se situam em relação a estas questões?

São Paulo – 3/10 (segunda feira)
Participante – Ricardo Abromovay (USP), filósofo, cientista político, professor da FEA-USP
Participante – Lívia Barbosa (CAEPM/ESPM), atropóloga, pesquisadora da ESPM
Participante – Leonardo Sakamoto, jornalista, cientista político e coordenador Reporter Brasil.

Rio de Janeiro – 4/10 (terça feira)
Participante – Maria Celina de Araújo, cientísta política, professora da PUC-RJ
Participante – Lívia Barbosa (CAEPM/ESPM), antropóloga, pesquisadora da ESPM
Participante – Anderson França, autor do Blog “Diário de um Ativista” , fundador da Dharma Agência e ex-integrante do Grupo Cultural AfroReggae.

Juventude, Consumo e Cidadania

Juventude, Consumo e Cidadania
11 de novembro de 2010

Consumidores e cidadãos sempre foram vistos como personagens desempenhando papéis opostos e habitantes de esferas distintas da sociedade. O consumidor seria aquele cujas ações e decisões seriam motivadas por interesse próprio, enquanto o cidadão seria aquele  ator social movido pelo interesse e bem estar coletivo. Nos últimos anos, contudo, esta separação rígida está com suas fronteiras misturadas. Cada vez mais critérios de compra e consumo estão orientados por valores éticos e morais, que visam o bem estar coletivo e indicam preocupação com “outros”, geográfica e socialmente distantes. Fair trade, bem estar animal, ações de boycott e buyott, culture jamming entre outras formas de ação individualizadas com efeito e impacto público passaram a ser critérios de decisão de compra e consumo, mobilizando consumidores e obrigando as empresas a adotarem uma maior transparência e coerência entre os valores que suas marcas apregoam e o comportamento  de fato  que têm da produção ao mercado.

Neste cenário os jovens têm tido um papel fundamental iniciando ações que posteriormente se tornaram ícones de um novo tipo de participações política e obrigando empresas e governos a responderem a estas novas demandas.  Mas, em termos políticos e de cidadania o que significa esta mudança? Podemos falar de uma endogenização da ética pelo mercado? Estariam estas ações indicando uma perda de importância das instituições políticas tradicionais ou um transbordamento da política para o mercado, tornando o político parte da nossa vida cotidiana?

Estes e outros temas estarão sendo discutidos na ESPM, a partir de uma pesquisa empírica realizada entre 40 jovens do Rio de Janeiro e São Paulo em parceria com o banco Santander, o CPDA(UFRRJ) e a Universidade de Estocolmo, durante o evento JUVENTUDE, CONSUMO E CIDADANIA, que será realizado no dia 11 de novembro de 2010.

Clique aqui ou na imagem do início do post para conferir a programação do evento.

Vamos refletir sobre cultura e consumo?

No dia 30 de junho, no auditório do teatro Eva Hertz, na Livraria Cultura, da Avenida Paulista em São Paulo, ocorreu o lançamento da tradução em português do relatório do World Watch Institute de 2010, intitulado Transformando Culturas: do Consumismo à Sustentabilidade, uma parceria entre o WWI e o Akatu. O relatório, um alentado documento de 267 páginas, traça um vasto panorama que vai da descrição de práticas cotidianas “sustentáveis” de outras culturas até as mais pioneiras iniciativas de diferentes sociedades na busca de um estilo de vida ecologicamente viável. Para quem se interessa pelo tema é um documento imperdível, pois além das informações contidas no corpo do relatório , ao longo de toda a introdução somos brindados com dados que nos chamam a atenção sobre o desequilíbrio entre o potencial que nosso planeta oferece e o quanto o estilo de vida atual demanda dos recursos naturais disponíveis. Mas além destes aspectos o relatório “levanta uma bola”, afinal de contas estamos ainda na Copa do Mundo, que dá margem para uma agenda inteira de debates e reflexões. A mais importante, na minha perspectiva, é a causa que ele atribui para a situação que nos encontramos. Segundo o WWI nossa situação de insustentabilidade ecológica advém da nossa cultura de consumo. Cultura esta que nos faz sentir realizados, aceitos, amados, reconhecidos entre outros apenas através dos bens materiais. Como estudiosa do tema consumo há vários anos tenho algumas questões que julgo importante serem discutidas:

1. Sabemos quão complexa é a relação entre cultura e práticas sociais. Neste sentido é possível se atribuir a um único conjunto de lógicas e valores que perpassa as sociedades contemporâneas a responsabilidade pela nossa insustentabilidade?

2. Existem sociedades nas quais um alto índice de consumo per capita se conjuga a um grande déficit ambiental mas que não se lhes pode atribuir uma cultura de consumo. Neste caso como fica esta relação?

3. A emulação por e a busca de status são os únicos motivadores para o nosso consumo? Onde ficam os demais mecanismos sociais que fazem parte do nosso universo?

4. Se temos que definir um consumo básico ao qual todos deverão ter acesso e cortar os supérfluos quem vai decidir o que é básico? Quais supérfluos serão cortados? Esporte, música, gastronomia, pintura, moda, ourivesaria, quais? Estaremos a caminho de regimes autoritários?

5. Consumo são práticas e a medida que realizamos alguma tarefa nossa expertise aumenta. E, a medida que nosso conhecimento e destreza em relação a uma prática aumenta, sentimos necessidade de novos instrumentos para o desenvolvimento daquela prática e de nossa expertise. Muito do desenvolvimento tecnológico surgiu a partir desses mecanismos, que articulam uma tarefa, nossa capacidade de realizá-la e os instrumentos utilizados na sua prática. Neste caso como faremos? Vamos manter nossas práticas e expertises no nível em que se encontram atualmente?

Bem, estas são algumas das questões que sugiro discutirmos. Não são simples, ao contrário , são extremamente complexas, mas vale a pena refletir sobre elas. Tenho certeza de que sobre a relação entre cultura, consumo e sustentabilidade um longo caminho ainda tem que ser desvendado.

Diretoria de pesquisa do CAEPM/ESPM
Livia Barbosa

1º Seminário Tendências do Consumo Contemporâneo

VIDA PRIVADA E CONSUMO PÚBLICO

Esse é o tema do 1º Seminário Tendências do Consumo Contemporâneo.
 O evento discutirá as transformações pelas quais passa o consumo contemporâneo e como gosto e liberdade de escolha estão em discussão.

 Será realizado nos dias 8 e 9 de junho no Auditório Alyza Munhoz do Campus Rodolfo Lima Martensen.
(ESPM – Rua Joaquim Távora, 1240 – Vila Mariana – São Paulo).

Veja a programação do evento clicando aqui.

5º ENEC



Tendências e Ideologias do Consumo no Mundo Contemporânreo

Na quinta edição do Enontro Nacional de Estudos do Consumo (ENEC) serão discutidas as questões que orientam escolhas e ações do consumidor.

A conferência de abertura conta com a presença do diretor da pesquisa Cultures of Consumption e professor da University of London Frank Trentmann.

O evento acontece nos dias 15, 16 e 17 de setembro de 2010 na
Escola Superior de Propaganda e Marketing do Rio de Janeiro (R. do Rosário, 90).

Chamada de trabalhos: Pesquisadores e estudantes de pós-graduação podem enviar propostas de trabalhos relacionadas aos temas dos Grupos de Trabalho do evento.

Para conferir a programação, os prazos de inscrição e a chamada de trabalhos clique na imagem do início do post ou clique aqui.